quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

vida morte vida

A doce amargura
de te ver rasgado e torturado
Existe em mim um bordado
Que com peso a agulha vai desenhando
no meu corpo.
A linha atravessa pele e carne
E a flor vai-se formando
Misturada e suportada
pela dor e pelo sangue que escorre
A bela flor
De mim mulher
Ciclicamente, para algo nascer, algo tem de morrer.

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