quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008
Alaska
Não há solução. Tudo tem ciclos de vida-morte-vida e eu não sou excepção. O meu tempo está a chegar ao fim e não vale a pena ninguém argumentar. Há muito que a minha boca o diz, mas eu nunca o tinha escutado com atenção. Não sei como esta viagem pode ser feita nos tempos modernos que correm, mas sinto que não me resta alternativa senão partir e fazer a viagem interior. Morrer, para aí, sim, renascer. Só espero que amanhã eu não me esqueça, e que amanhã não tenha perdido a força. Vou ter de deixar tudo para trás, a casa, o carro, as jóias e até os bens mais preciosos, que não têm culpa nenhuma do que se passa comigo, que só têm culpa de gostar de mim e sofrer com a minha partida. Mas não posso continuar a ficar por eles, foi o que sempre fiz e isso nada me trouxe, a não ser uma visão ténue e afastada das coisas. Não há nada a fazer, o meu coração não consegue mais, eu não consigo mais. Nem o trabalho, nem falar, nem amar, nem dar, nem receber. Só quero morrer e partir, isolar-me. Podem crucificar-me, precisar de mim, mas ninguém me entende, nem eu própria, e este último diálogo não pode continuar a não existir. Chamem desistir, preocupem-se, é natural, mas eu não consigo mais e todos têm de entender isso. Não consigo mais lutar. E porque para mim a vida não faz sentido assim, cada vez me odeio mais, cada vez me entristeço mais, não me resta alternativa senão despir-me e entrar no mar, sentir a asfixia e esperar que ao vir ao de cima, uma nova Catarina tenha nascido e pronta para vos amar a todos. Beijos.
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Sem comentários:
Enviar um comentário