segunda-feira, 3 de março de 2008

Lua


Danças irreais nos bosques orlados de prata
Os mestres convidam à escuta
Dos murmúrios ancestrais
Memórias de tempos ainda vivos
No coração da floresta
É tempo de aves nocturnas
Folhas húmidas ocultando
O que se pressente mas não se vê
O futuro vivo, mas ainda não revelado
Solta-te voz
Larga-te desses cães que te vigiam
Teima o teu olhar para onde a paisagem não acaba
Inspira o céu azul
Até que doa o turbilhão de vida
que dentro do peito te sorri
É agora que tudo começa
É agora que os sonhos são possíveis
O dia começa pela manhã,
tem tarde e tem anoitecer
E a noite existe, com a lua que brilha
numa dança fluída e circular.

2 comentários:

Cláudia Sampaio disse...

Cheira-me a floresta, a lua e a Ingrina...

Cláudia Sampaio disse...

Então e este blog, tão paradito?
Continua lá isto, só pode é fazer bem :)